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TMA - Taxa Mínima de Atratividade

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A QUESTÃO DA TMA - TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE

Se, como afirmarmos, as importâncias monetárias que se encontram em datas diferentes não podem ser somadas, subtraídas ou comparadas, para podermos analisar investimentos teremos que nos valer da matemática financeira que para deslocar o dinheiro no tempo, utiliza como ferramenta a taxa de juros.


Portanto, um fator extremamente importante a ser considerado, é que todas as três técnicas, ou métodos clássicos, consideram na análise para a tomada de decisão uma taxa de juros denominada de Taxa Mínima de Atratividade ou de Taxa de Expectativa. A taxa que identificaremos como TMA representa o mínimo que um investidor se propõe a ganhar quando faz um investimento, ou o máximo que um tomador de dinheiro se propõe a pagar quando faz um financiamento. Ela é formada basicamente a partir de três componentes, que fazem parte do denominado “cenário administrativo”, ou do cenário para tomada de decisão, são eles : o custo de oportunidade; o risco do negócio; e a  liquidez do negócio.

 

 

 


Evidentemente que além destes 3 componentes, estará também alí embutido o perfil do próprio tomador de decisão, do investidor,  que poderá ter um perfil mais arrojado ou mais conservador, refletindo-se diretamente na montagem do cenário administrativo e consequentemente na TMA.

 

Ainda  acerca  da  composição  da  taxa de expectativa, ou TMA - Taxa Mínima de oportunidade - TMA, podemos firmar que o denominado Custo de Oportunidade é o seu ponto de partida, já que ele representa a remuneração que teríamos pelo nosso capital caso não o aplicássemos em nenhuma das alternativas de ação analisadas. Ele pode ser , por exemplo, a remuneração paga pela Caderneta de Poupança, ou por um Fundo de Investimentos, ou pelo ganho que poderemos obter com determinado processo produtivo já existente em nossa empresa, etc. Portanto, em função de onde colocaríamos nosso dinheiro, caso não o colocássemos no novo negócio analisado, começaríamos a montar nossa expectativa de ganho mínimo, ou de pagamento máximo - no caso de financiamentos a serem analisados.

 

O Risco do Negócio passa a ser, portanto, o segundo componente da TMA, já que o ganho tem que remunerar o risco inerente a adoção de uma nova ação. Por exemplo, se investirmos nosso dinheiro em uma Caderneta de Poupança, o risco associado é extremamente pequeno, praticamente nenhum, uma vez que em nosso País ela é garantida tanto pelo nosso banco, como pelo Governo Federal. Entretanto, é importante notarmos que sua remuneração é condizente com o risco, ou seja também pequena. Logo, se resolvermos tirar nosso dinheiro da poupança para aplicarmos em um negócio produtivo, o ganho deverá ser condizente com os riscos que passaremos a correr no mercado em que passarmos a operar.

 

A partir daí, poderemos definir critérios que possam mensurá-lo, por exemplo, em um segmento de mercado menos concorrido o risco, provavelmente, seja menor. Em um segmento onde dominamos a tecnologia, conhecemos melhor as regras do jogo, possuímos conhecimento dos competidores, provavelmente também o seja. Também é bastante razoável supor que, provavelmente, nestes casos, a recíproca possa ser considerada verdadeira. Normalmente, mas não obrigatoriamente, poderemos nos valer da máxima de mercado que diz que “quanto maior o risco, maior a remuneração” ou ainda que “o ganho é proporcional ao risco”.

 

A terceira componente da TMA é a Liquidez, que pode ser descrita como a facilidade, a velocidade, com que conseguimos sair de uma posição no mercado e assumir outra. Por exemplo, se tivermos que investir em uma planta específica para aumento da capacidade produtiva de nossa organização, e se por qualquer motivo a demanda que se esperava obter em termos de demanda não for alcançada, de tal foma que sejamos forçados a rever nossa posição inicial, é evidente que teremos problemas. Desativar uma planta montada sob essas circunstâncias, é tarefa das mais difíceis, é provável que tenhamos que assumir o prejuízo quase que integral de sua desmobilização sucateando-a, já que por ser uma planta específica ela só servirá à nossa empresa e aos nossos concorrentes diretos. Logo, o ganho associado a tal  decisão deverá levar tal fato em consideração.

 

Todos esses componentes, portanto, fazem parte da TMA - Taxa Mínima de Atratividade, ou de Expectativa, que em função do acima exposto, pode ser considerada como pessoal e intransferível. Este conceito de “pessoal e intransferível”  deve ser considerado tanto de investimento para investimento, quanto de pessoa para pessoa, ou seja, o que pode ser considerado como um bom investimento para alguém, ou em um determinado momento, pode não sê-lo para outros, ou em outros. A explicação é simples, desde o ponto de partida para a formação da TMA - o custo de oportunidade - até a propensão ao risco e mesmo a possibilidade de reversão do investimento a ser feito, ou a facilidade de mudança de posição, são diferentes para cada pessoa, para cada investimento e mesmo a cada momento.

 

Vale frisar que em função disso não existe um algorítimo, uma fórmula matemática, para elaboração da TMA. Por exemplo, se a possibilidade de colocação do dinheiro para uma pessoa é a Caderneta de Poupança, este é o ponto de partida para formação da TMA, enquanto que um outro investidor que tenha a possibilidade de colocar seu dinheiro, em uma outra aplicação com rendimento maior, terá este rendimento como custo de oportunidade, ou ponto de partida o que provavelmente, embora não obrigatoriamente, irá gerar uma TMA maior. A observação de que a TMA não será  “obrigatoriamente maior” , está associado aos outros componentes da TMA - o risco e a liquidez do negócio - que poderão inclusive mais que compensar o ponto de partida diferente.

Portanto, o “Cenário Administrativo” do momento da tomada de decisão, onde estarão expressos : o cenário econômico presente e futuro; os pontos fortes e fracos de minha organização; a posição de meus produtos no mercado, bem como a posição de meus concorrentes mais diretos; a possibilidade de entrada de novos concorrentes; a posição de meus produtos em seu ciclo de vida; etc. Tudo isso e outras variáveis específicas de cada caso e não expressas aqui darão o respaldo necessário, servirão como “pano de fundo”, para o processo decisório e para a conseqüente obtenção da TMA.

 


Uma vez definida a TMA nos resta organizar o processo de raciocínio associado a cada uma das alternativas de ação que se apresentarem. Esta atividade nos conduzirá à utilização dos Métodos Clássicos de Análise de Investimentos, que se prestam exatamente a este fim.

 

Entretanto, antes de nos dedicarmos a correta utilização de cada um dos Métodos Clássicos, vale a pena discutir mais uma vez, mesmo que rapidamente, três outros conceitos que poderão se apresentar como dúvidas para o leitor no decorrer do livro. São eles :

 

O conceito de Taxa de Retorno e de Remuneração de Capital – embora já tenha sido citado anteriormente e seja inclusive a denominação de um dos Métodos Clássicos que iremos discutir mais adiante, devemos considerar sempre que o retorno se dá sobre o investimento, assim, a taxa de retorno refletirá o ganho de capital associado a cada alternativa de ação analisada. Portanto, as taxas de retorno, que expressam a remuneração do capital,  e a mínima de atratividade (ou de expectativa) poderão ou não ser as mesmas, uma vez que aquilo que o investimento paga, pode ou não ser aquilo que gostaríamos de obter como ganho mínimo no negócio que estivermos analisando.

 

O conceito de Recuperação de Capital – Se todo retorno se dá sobre o investimento, é evidente que para que este retorno exista faz-se necessário que o Capital Investido seja  recuperado. Assim sendo, a recuperação de capital expressa a forma como as entradas de caixa irão ocorrer para que possamos recuperar integralmente, ao longo do tempo, o capital investido e a parti de então, comecemos a auferir retornos sob a forma de juros pagos, ou devidos, conforme o caso – investimentos ou empréstimos.

 

Os métodos de análise devem ser dinâmicos – Eventualmente, pela forma como descrevemos os “Princípios e as Limitações” da Engenharia Econômica, pode ter ficado para o leitor a falsa idéia de que a tomada de decisão é um processo estático, que uma vez definida a alternativa ação a adotar o processo se encerra. Se por ventura ficou tal imagem é importante ressaltar que toda decisão é um processo e que os métodos de análise de investimentos devem funcionar como um processo dinâmico, por exemplo, ao implementarmos determinada decisão em função de uma taxa esperada para determinado investimento em um determinado horizonte de tempo, por exemplo 5 anos, ele deve ser avaliado período a período,  no caso ano a ano, ou mesmo mês a mês, para termos maior certeza de que o projeto irá atingir o retorno esperado. Como dissemos, a  função controle é um dos alicerces da Administração e é ela a responsável pela retroalimentação do sistema, é  quem garante que estamos atingindo o patamar esperado.

 

Em função do até aqui exposto acreditamos que o leitor já esteja apto a estudar uma a uma a forma como devemos utilizar cada um  dos Métodos Clássicos de Análise de Investimentos, que são a base da Engenharia Econômica e que podem ser identificados como sendo: o Método do CAU - Custo Anual Uniforme; o Método do VA – Valor Atual e o Método da TIR – Taxa Interna de Retorno.

 

Por fim cabe relembrar que a Engenharia Econômica se destina a ordenar o processo de raciocínio que nos permita optar pela melhor dentre as várias alternativas de investimentos existentes, portanto, o que é bom ou ruim é o investimento e não o método, logo, qualquer das metodologias adotadas no processo de análise, se for corretamente empregada, nos conduzirá sempre à mesma solução como sendo a melhor. Para que todos os métodos possam ser considerados corretamente aplicados deverão incluir, necessariamente :

 

a) Valor e época dos pagamentos para cada uma das alternativas – aqui expressos pelos fluxos gráficos e algébricos de caixa;

b) Taxa de retorno mínima aceitável para cada alternativa – aqui representada pela TMA que deve considerar os aspectos discutidos no capítulo sobre o assunto;

c) Prazo durante o qual o efeito das decisões serão analisados – considerando-se para tanto as possibilidades discutidas na questão das vidas econômicas.

 

 Fonte: Matemática Financeira - Manager
Compilado por: Pedro Manoel Ferreira em: 18/04/2010

Última atualização em Seg, 19 de Abril de 2010 01:07  
22 de dezembro de 2014

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